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segunda-feira, 14 de novembro de 2011


Quando as festas de formatura devem começar?

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Descubra por que as celebrações de final de ano são importantes em todas as fases da vida escola.


 

Mais do que simples comemorações, as festas e as formaturas típicas do fim de ano, que marcam o encerramento dos ciclos educacionais, são "rituais" importantes para o desenvolvimento de crianças e jovens. "É neste momento em que o estudante realmente se dá conta que ele deixará de conviver com alguns colegas, que não seguirão com ele, e que terá de se preparar para as várias novidades da fase seguinte", diz Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).

Para ela as comemorações têm três funções:
- a primeira é para o próprio aluno, por caracterizar o sucesso obtido ao vencer uma etapa na formação;
- a segunda é válida para a família, que tem reconhecido o esforço no apoio ao estudante;
- e, finalmente, ajuda na necessária elaboração mental das mudanças que virão como o próximo ciclo.

A família deve valorizar, estar presente e estimular a participação de seus filhos nas atividades que fazem parte destas celebrações, como festas de encerramento, apresentações, viagens e passeios. Vale lembrar que, muitas vezes, as festividades de encerramento, especialmente as das crianças menores, envolvem apresentações, como coreografias, encenações teatrais, etc. É preciso respeitar caso a criança não se sinta inicialmente à vontade, especialmente as mais tímidas. Porém, os pais devem passar segurança, dizendo que ela é capaz de participar com os demais e mostrar o quanto gostariam de vê-la fazendo parte da festa.

A presença da família nas comemorações é parte fundamental para a valorização deste momento e todos, avós, avôs, tios, tias, madrinhas, devem prestigiar, sempre que possível. Por isso, as festividades devem ser prioridade na agenda. E é preciso, também, respeitar a forma como a família se encontra estruturada. Para a criança, é importante contar com o pai e mãe na plateia. Mas padrastos e madrastas, por exemplo, também podem estar envolvidos. "Especialmente se tiveram um papel relevante na etapa de aprendizado. Por exemplo, se é a madrasta quem leva a criança para a escola ou se é o namorado da mãe que ajuda na lição de casa. Não se deve excluir quem está no contexto nem incluir de maneira forçada que não teve nenhuma presença anterior no dia a dia escolar", defende Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).
Confira como costumam ser as comemorações nos fechamentos dos ciclos educacionais:
Fim da Educação Infantil
A mudança do Ensino Fundamental para nove anos, com a transformação do antigo "pré" no primeiro ano, a grande marca do final da Educação Infantil, que era a alfabetização, foi perdida. Por isso, as escolas não têm dado mais o aspecto de "formatura" para o encerramento da Educação Infantil, mas, ao mesmo tempo, têm criado formas para celebrar a alfabetização da turma, ao fim do primeiro ano, com apresentações de trechos de leituras, entregas de livros, etc. Os pais devem se envolver e valorizar as conquistas da criança nesta etapa e incentivá-las a terem hábitos de leitura.
Fim do Ensino Fundamental 1
Outro efeito da mudança para nove anos do Ensino Fundamental foi reduzir ao menos na estrutura, as diferenças entre séries. Antes, o período entre 5 e 8 série recebia uma denominação própria "ginásio", que motivava uma celebração e dava espaço para uma "formatura" na quarta série, o que não acontece com tanta frequência atualmente.
Apesar disso, é preciso ficar atento às diversas transformações que irão ocorrer nesta passagem e ajudar o aluno a vivê-las de forma saudável (confira na reportagem 5 dicas para ajudar seu filho na entrada do 6º ano)
Fim do Ensino Fundamental 2 
O fim do ciclo do Ensino Fundamental recebe agora, mais importância. Festas e até mesmo viagens com a classe são programadas. "É importante permitir a participação, muitas vezes é a primeira viagem a lazer com a turma de amigos e essa experiência envolve vários aspectos de comportamentos sociais", comenta Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).
Ela comenta, no entanto, que é preciso estar atento à forma como a viagem é organizada. "Cada vez mais esta atribuição é terceirizada, sendo repassada para empresas especializadas, que não têm compromisso como o calendário escolar - e podem marcar o passeio em datas de atividades pedagógicas importantes", diz Quézia. Outro aspecto disso é que as escolas acabam não mais se responsabilizando pelo tema, o que gera um maior cuidado na escolha da empresa prestadora. Há também a questão de orçamento para todas as festividades previstas (que às vezes envolvem colação, baile e viagem) e que devem estar de acordo com a capacidade financeira da família.
Fim do Ensino Médio 
Nesta fase os pais têm menos influência sobre a decisão de participação dos filhos nas festividades promovidas pela escola, porém, geralmente a maioria dos alunos se envolve bastante. "Há até iniciativas para arrecadação de fundos para a festa, o que resulta em aprendizados como organização, trabalho em equipe, etc", afirma Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia). Alguns alunos, no entanto, demonstram mais preocupação com a entrada no Ensino Superior e podem deixar esta questão para segundo plano.
Fim do Ensino Superior 
O término da faculdade costuma ser uma marca importante para a família. O jovem, já iniciando sua fase adulta, pode ter outras prioridades por já estar envolvido com o mercado de trabalho. "No entanto, ele deve levar em consideração caso uma comemoração formal seja desejo da família, que vê nesta conclusão uma grande vitória e o coroamento de seus esforços para a formação daquele filho", diz Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).
 Como ajudar a manter contato?
O fim de alguns ciclos pode representar a perda da convivência com alguns amigos, pela mudança de escola ou de turno. Os pais podem - e devem - estimular a manutenção de contatos. "Sugerir que a criança telefone para os amigos, convidá-los para ir assistir um filme em casa, enfim, fortalecer os elos de amizade é algo interessante a se fazer, especialmente nos dias atuais, em que tudo parece ser descartável. É preciso mostrar que as amizades podem ser mantidas e devem ser cuidadas", comenta Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia)..
Apesar das facilidades de contato trazidas com as redes sociais, a presidente da ABPp, recomenda que este acesso seja supervisionado pelos pais, que devem saber com quem seus filhos conversam e qual o tipo de conversa estabelece nestes ambientes, mantendo o limite da privacidade das crianças. "O ideal é proporcionar o contato presencial, sempre que possível".

Texto Luciana Fleury


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