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quarta-feira, 18 de abril de 2012


O Serviço Social na Contemporaneidade

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Não é todo mundo que tem tempo para ler todas as obras indicadas pelos professores, na íntegra.
Eis um resumo de uma das "bíblias" do Serviço Social, que pode ser encontrado na internet, no site http://www.oboulo.com/ , sem autoria mencionada:
O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional (autora: Marilda V. Iamamoto)
Na introdução do livro a autora irá fazer uma análise dos tempos atuais, focalizando o serviço social dentro deste contexto. Num primeiro ângulo demonstrando que há um momento de desafios, onde não há facilidades, porém não podemos deixar de lutar por nossos sonhos.
“(...)os assistentes sociais são desafiados neste tempo de divisas, de gente cortada em suas possibilidades de trabalho e de obter seus meios de sobrevivência, ameaçada na própria vida”(p.18).
Estamos na era do grande capital financeiro, onde cresce o desemprego. Mais uma vez este tempo traz como desafio ao assistente social a luta dos trabalhadores por sobrevivência, estando cada vez mais difícil um trabalho estável. Aumenta ainda, contudo, a exclusão social de jovens, mulheres e crianças.
A primeira parte do texto irá cuidar das repercussões do mercado de trabalho do assistente social
Já na segunda irá tratar de recuperar alguns dos recursos teóricos para explicar o processo de trabalho em que se insere o assistente.
Neste tópico Iamamoto, irá explicitar os pressupostos para uma análise da profissão nos dias de hoje.
O primeiro pressuposto diz que “devemos romper com a visão endógena, focalista, uma viso de dentro do Serviço Social, prisioneira em seus muros internos”(p.20).
Pois o assistente social hoje irá formular e participar das políticas publicas, bem com irá atuar na gestão das políticas sociais.
Iremos ser o profissional que irá romper com a rotina institucional e buscamos aprender o movimento das realidades para detectar tendências e possibilidades de inovações que podem ser impulsionadas pelo assistente. Podemos enfatizar que não seremos as mágicas que resolveremos todos os problemas, mas iremos possibilitar a solução, ou seja viabilizar
Devemos também evitar o fatalismo histórico, onde a realidade já estaria definida na historia, isto traz uma certa acomodação dando a profissão uma mediocridade profissional.
Outro aspectos que devemos evitar é o messianismo profissional que mostra o assistente como o alavancador de todas as mudanças sociais.
O segundo pressuposto irá mostrar o serviço social como um tipo de trabalho na sociedade (uma especialização de trabalho).
A profissão irá se ter a partir da intervenção do estado na questão social, pois as mudanças vem ocorrendo no mundo do trabalho e na esfera estatal, em suas relações com a sociedade civil, incidem diretamente sobre os rumos do desenvolvimento da nossa profissão na sociedade. A compreensão da questão social é de fundamental importância.
Temos um código de ética profissional que demonstra a riqueza do trabalho e os âmbitos dos quais podemos atuar.
Somos caracterizados por sermos trabalhadores contratados por empregadores , e conjuntamente entramos no processo de mercantilização. Dentro das empresas iremos atuar no processo de reprodução da mão de obra com a política dos recursos humanos. Somos trabalhadores assalariados que participamos de produção e redistribuição da riqueza social através das políticas publicas.
O terceiro pressuposto é “(...)tratar o serviço social como trabalho supões privilegiar a produção e a reprodução da vida social, como determinantes na constituição da materialidade e da subjetividade das classes que vivem do trabalho(...)”(p.25).
Este pressuposto irá pois caracterizar as condições de trabalho nas quais estamos inseridas. A partir da possibilidade de alterar o quotidiano.
Sabemos que os homens tem suas necessidades que pode serão satisfeitas por meio do trabalho.
“o trabalho é, pois, uma atividade que se inscreve na esfera da produção e reprodução da vida material”(p.26). Os homens tem que ter esta condição de viver para que possa fazer a história.
Podemos então, juntamente com a autora, concluir que o serviço social é considerado como uma especialização do trabalho e a atuação do assistente social é a demonstração de seu trabalho que está inserido no âmbito de produção e reprodução das relações sociais.
A autora irá afirmar que o serviço social tem na sua base de especialização, a questão social, onde esta é expressada pelas inúmeras desigualdades sociais da sociedade capitalista, na qual o trabalho é coletivo, mas os resultados deste são privados.
O assistente social irá trabalhar unto as questões nas mais diversas áreas da vida quotidiana. Onde demonstrada a desigualdade desenvolve-se a rebeldia.
“(...)é nesta tensão entre produção de desigualdade e produção de rebeldia que trabalham os assistentes sociais, situado neste terreno movido por interesses distintos(...)”
é um desafio para o assistente dar conta de toda essa dinâmica, e tentar ser sucinto ao revelar formas de reversão destas questões.
Outro ponto citado é o cenário de atuação do Serviço Social, que está ligado ao objeto de trabalho do assistente, que é a questão social em suas novas bases de reprodução.
Essas bases sofrem uma transformação de acordo com as novas formas de acumulação do capital. Onde teremos as estratégias taylorista e fordista de produção e consumo em massa. Onde o Estado entra com o financiamento do capital e a reprodução das forças produtivas, onde esta passa a liberar rendas para o consumo. Há então a implantação de serviços sociais para a reversão das crises cíclicas do capitalismo no pós-guerra. Este avanço tornou possível o Estado de bem-estar-social.
Nessas relações tayloristas e fordistas os Serviços Sociais encontra a expansão do seu mercado de trabalho. No entanto esse modelo entra em crise em meados de 1970 e ergue-se no mundo uma competitividade intercapitalista, onde encontra-se uma flexibilidade neste mercado de trabalho e neste contexto é exigida uma maior qualidade dos produtos.
As empresas passam a terceirizar mão-de-obra para enxugar o quadro de pessoal, minimizar os direitos trabalhistas e ter profissionais polivalentes. O assistente social por sua vez deixa de ser um trabalhador especializado e passa a ter múltiplas funções.Estes processos irão trazer a tono velhas formas de trabalho.
Podemos hoje vivenciar uma terceira revolução industrial que trás consigo inúmeras transformações sociais. Entre eles o enfraquecimento dos sindicatos e o aumento do desemprego.
O Estado também passa por essas mudanças através das políticas de reajuste, aderindo ao discurso do neoliberalismo, sendo este uma das grandes crises surgidas até então. Na qual temos como resultado o aumento do desemprego em massa e as privatizações.
Esta política tem dois pontos principais a de que o Estado é o causador de todos os problemas e o outro que mostra o mercado e a iniciativa privada como a grande saída.
Mas numa forma geral o neoliberalismo trás consigo cada vez mais a precarização dos serviços públicos, onde o estado irá investir mais na sustentação do capital.
Temos uma sociedade submetida pelos interesses, onde há os direitos sociais para todos, mas que não são disponibilizados por causa das prioridades orçamentárias do governo. A desigualdade tem sido uma marca histórica no nosso país, por isso os profissionais devem estar atualizados sobre estas condições e se munirem de informações que possibilite-nos detectar as questões sociais.
Iamamoto toma como base de questionamento social o trabalho infantil, que é utilizado por grandes empresas e que se dá pela conseqüência do desemprego, da flexibilização do trabalho e das terceirizações. Esta mão de obra sai bem mais barata para o capital. No entanto impossibilita que as crianças vivam sua infância de forma digna sem bases para produzirem um bom futuro.
Várias partes da sociedade lutam em torno desta questão e o assistente social irá somar a essas forças e funcionará como agente para uma maior visibilidade publica. Este disponibiliza de todo um material de informações, que contribuirá para as pesquisas que influenciarão nas três esferas de poder.
A realidade mostrada exige aos profissionais que se qualifiquem, pois estes estão em contato direto com estas questões sociais, podendo ser capazes de desenvolver propostas e programas que viabilizem melhorias sociais.
Outra informação importante que a autora mostra a respeito da gravidade da questão social no nosso país é que apenas 15% da população economicamente ativa da região nordeste chegou à era da cidadania regulada. Também há outro dado interessante no texto, que se trata das imagens da pobreza que foram criadas no Brasil; em 1950, a imagem de pobreza era o Jeca Tatu, preguiçoso e sem ambição. Em 1960, era o malandro carioca, que não trabalhava e vivia espertamente. Hoje, a imagem de pobreza está radicalizada, é o perigoso, que rouba e não trabalha, é a imagem, não da pobreza, mas da violência institucionalizada.
Hoje em dia um dos grandes desafios do assistente social tem sido a falta de renda que tem afetado a sociedade, e cumunamente com um estado que esta com as suas verbas retraídas e seus serviços encontram-se defasados a partir das políticas neoliberais, nas quais a responsabilidade social sai, em parte, do governo e passa a sociedade civil, onde passamos por uma refilantropização social.
Dentro desta transferência a sociedade civil dos deveres sócias podemos citar a filantropia do grande capital, que estão voltadas para a uma gestão de pobreza, ela não é mais a caridade do século XIX, mas sim é um resultado da privatização dos serviços que deveriam ser públicos e está empenhada em estabelecer um desenvolvimento das forças produtivas. Outro ponto que podemos citar é o trabalho das Organizações não Governamentais – ONG´s que é amplo e diversificado, porém precisa ser melhor qualificado, para tanto, faz-se necessário trato mais rigoroso da questão social. Está claro que as privatizações se deram em detrimento dos direitos sociais, onde temos a reforma da previdência onde o governo tem transferido á iniciativa privada os investimentos do campo de seguros sociais.
Temos em vista que o Estado tem responsabilidade pelo atendimento dos setores mais pauperizados e excluídos da sociedade. As privatizações também causam a desregulamentação das relações de trabalho e dos direitos sociais. É também às privatizações que fazem com que custo da mão-de-obra no Brasil esteja entre os mais baixos do mundo. A argumentação governamental sobre as privatizações funde elementos distintos como sendo idênticos, confundindo a sociedade.
Diante de todo este processo de privatizações o assistente social está tendo sua colocação dentro das empresas com as políticas de RH, com a controladoria da qualidade total estimulando o trabalhador a sempre ser o melhor em tudo. O assistente social é chamado pelas empresas para eliminar focos de tensões sociais que é gerado nas relações trabalhistas.
Falando em controle de tensões e movimentos trabalhistas, podemos citar o Toyotismo que visava “(...)capturar o corpo e a alma do trabalhado(...)r”, não sendo necessário controle de movimentos trabalhistas. O Serviço Social de hoje sintetiza o desafio de decifrar os novos tempos para que deles se possa ser contemporâneo. Para isso é necessário um novo perfil do profissional; que deve ser afinado com a análise dos processos sociais, criativo, inventivo, capaz de entender o tempo presente, os homens, a vida contribuindo para moldar os rumos de sua história.
A proposta curricular propôs a ruptura com a concepção dominante dos anos 80. Tínhamos na questão social a base sócio-histórica do Serviço Social e a profissão inscrita no processo de trabalho. Em 1982, foi estabelecido o currículo mínimo para o curso e os fundamentos históricos, teóricos e metodológicos do Serviço Social foram modificados para atender as novas exigências, para que fosse possível apreender a profissão sob um duplo ângulo; o ângulo da profissão socialmente determinada e o ângulo que é fruto dos sujeitos que a constroem e vivenciam. E também para que pudessem abordar os modos de atuar e de pensar a profissão
O que há de comum entre o trabalho e a cultura profissional é a história da sociedade, podemos complementar dizendo que a realidade social e cultural provoca e questiona os assistentes sociais. Está claro que o assistente social trabalha com políticas sociais públicas ou privadas, no entanto a publica é uma resposta privilegiada a questão social, que irá explicar as relações entre as classes e o Estado
A proposta da autora é explicar a questão social a partir da gênese das desigualdades sociais, fundada ns crises causadas pelo capitalismo e que causa a violência e as mais diversas formas de pobreza.
“(...)decifrar a questão social é também demonstrar as particulares formas de luta, de resistência material(...)pelos indivíduos sociais a questão social(...)”p.59
O Serviço Social deve ser visto como uma especialização do trabalho, partícipe de um processo de trabalho. Para isso, deve-se conectar a prática profissional à prática da sociedade. O assistente social não viabiliza apenas bens materiais. O assistente social está inserido no mundo do trabalho e este permite interligá-lo a pratica da assistência dentro da sociedade.
É pois uma categoria de trabalho pois este através das atividades praticas que realiza é capaz de promover mudanças tanto na matéria quanto nos sujeitos.
Podemos pensar no serviço Social a partir do pensamento da dinâmica das instituições e das relações de poder institucional que o Serviço Social tem. Podemos sintetiza-lo a partir da pratica juntamente com as políticas sociais e os movimentos sociais
A discussão de processo de trabalho é provocativa pois o nosso objeto de trabalho é a questão social, que deixa de ser um pano de fundo e passa a ser a condição para a existência do trabalho, na qual iremos presenciar através do quotidiano e das vivencias profissionais.
O instrumento de trabalho que o assistente deve deter é o conhecimento nas suas bases, que é o meio pelo qual é possível decifrar a realidade e ter noção do trabalho que deva ser realizado, pois como trabalhadores não ditemos os bens materiais suficientes, mas somos capazes de tentar viabilizá-los. Onde dependemos diretamente da organização das instituições que irão fornecer estes recursos para a efetivação do trabalho.
Iamamoto é bastante sucinta ao esclarecer que o assitente social “Tem também efeitos na sociedade como um profissional que incide no campo do conhecimento, dos valores dos comportamentos, da cultura que, por sua vez, têm efeitos reais interferindo na vida dos sujeitos”p.68
Logo, o profissional tem objetividade social e não material. Deve-se ter em mente que a sociedade precisa criar consensos de classes base para construir uma hegemonia na vida social, um consenso em torno dos interesses das classes fundamentais. Em empresas capitalistas, o ponto de vista é o da produção de valores ou da riqueza social. Também não podemos esquecer que o Serviço Social depende das instituições empregadoras onde o profissional dispõe de certa autonomia no exercício de seu trabalho. Na década de 1980, o código de ética, as novas diretrizes curriculares e os debates profissionais construíram um projeto profissional em uma outra direção social.
A proposta de um novo currículo foi estruturada a partir de núcleos temáticos, visando conhecimento e habilidades necessárias à qualificação atualmente. Havia três núcleos; o núcleo dos fundamentos teórico-metodológicos da vida social, o núcleo de fundamentos da particularidade da formação sócio-histórica da sociedade brasileira e o núcleo de fundamentos do trabalho profissional. Os núcleos se subdividem em fundamentos, que se dividem em matérias.
Mesmo com a mudança, o estágio supervisionado e o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) permanecem indispensáveis. Outro ponto importante a ser lembrado é a mudança das disciplinas; História, Teoria e Método do Serviço Social, antes disciplinas autônomas, fundiram-se em Fundamento histórico, teórico e metodológico do Serviço Social. Levando em consideração a desigualdade social e a acumulação capitalista, devemos tratar a questão social, hoje, nas suas várias expressões. Devemos, também, analisarmos as implicações do Serviço Social como trabalho, com ajuda dos debates, que são frutos de um esforço coletivo.
O desafio de hoje é o de atualizar a prática, visando a questão social na atualidade, buscando ser solidários com o modo de vida dos que a vivenciam. Sendo necessário apontar perspectivas para decifrar o movimento societário. A categoria estava muito preocupada com as políticas sociais e pouco preocupada com a vida dos indivíduos sociais, que eram pouco estudados e conhecidos. Isso permite redefinição e ampliação das bases de reconhecimento da profissão.
Deve ficar claro que, desvendar as condições de vida dos indivíduos, grupos e coletividades é decifrar as diversas formas de lutas articuladas pelas classes subalternas. O assistente social pode envolver-se com a população atendida, para tanto, deve captar os reais interesses e necessidades das classes populares e supor conhecimento crítico do universo cultural de tais classes.
O profissional também deve estar atento para não parecer um “estranho” ao que a comunidade vive. O código de ética deu um rumo ético-político e novos horizontes para o exercício profissional, porém é importante haver um esforço da categoria para que este seja cumprido e não se torne abstrato no cotidiano da prática.
Não podemos esquecer que o valor ético central é o compromisso com a liberdade, ou seja, autonomia, expansão e emancipação dos indivíduos sociais. Para a defesa dos direitos humanos, devemos recusar qualquer autoritarismo ou arbítrio, pois quaisquer dos dois inviabilizam a democracia na vida social. Buscamos, na verdade, a construção de uma cultura pública democrática, com uma sociedade capaz de propor e questionar.
Também devemos salientar que na relação entre o público e o privado, o profissional deve estar preocupado com a qualidade dos serviços prestados, com o respeito aos usuários e com o zelo pela eficácia dos serviços prestados. O assistente social está presente nas negociações entre população e entidades empregadoras. Na atualidade, podemos afirmar que, apesar das dificuldades, o assistente social é capaz de ousar e sonhar.
Através da obra lida, concluímos, que o objetivo da autora é mostrar através história, focalizando os anos contemporâneos, que os desafios do serviço social estão centrados a partir das questões que envolvem a sociedade atual.
Podemos conhecer um pouco sobre o mercado de trabalho e podemos abrir nossas mentes para fato de sermos profissionais flexíveis, disponíveis a mudanças. através de uma base teórica dos pressupostos para uma análise da profissão, que são de fundamental importância para um futuro amadurecimento como profissionais cientes de que não somos mágicos mas sim que somos agentes capacitadores capazes de impulsionar as mudanças sociais. Onde devemos ser cautelosos e disponíveis ao novo.
A leitura do texto é indicada a todos aqueles que estão começando a se inserir na profissão, e que já tenham, nem que pequena, mas uma base teórica de história social e do capitalismo como economia regente.
A autora não dá a receita pronta para formar assistentes sociais, mas gera todo um embasamento para a profissão, que é dinâmica e que detem todo um currículo acadêmico para a formação deixando bem claro que serão as vivencias as capacitadores de bons profissionais.
Iremos nos deparar com inúmeras dificuldades, mas os sonhos não podem deixar de existir, pois são eles os impulsionadores da profissão.

Iamamoto, Marilda Vilela. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional- 1ª parte – 9ª edição – São Paulo. Editora Cortez. 2005.

2 comentários:

camila jackson disse...

adoreii visita-láh. amei o seu cantinho, sou uma futura assistente social .
beijocas!! 23/04/12

camila jackson disse...

preciso de material para falar sobre regresso de ex-presidiario bjs

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Olá! Obrigada pela visita! Fique à vontade para comentar. Saiba que sua opinião é mt importante para o enriquecimento do meu cantinho!!! Bjossss

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